Terça, 30 de Novembro de 2021
°

-

Dólar
R$ 5,61
Euro
R$ 6,32
Peso Arg.
R$ 0,06
Anúncio
Dívidas Ocultas Dividas Ocultas

António Carlos do Rosário, antigo presidente das empresas beneficiárias no caso das Dividas Ocultas chega ao tribunal

Rosário chegou pela manhã ao recinto da Cadeia de Máxima Segurança da Machava, vulgo BO

30/09/2021 às 16h36
Por: Paulo Mahlalele Fonte: Lusa
Compartilhe:
Lusa
Lusa

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo deverá ouvir hoje António Carlos do Rosário,​​​​ antigo presidente das três empresas estatais beneficiárias das dívidas ocultas, como último arguido a interrogar no julgamento do caso, anunciou o juiz Efigénio Batista.

 

Rosário chegou pela manhã ao recinto da Cadeia de Máxima Segurança da Machava, vulgo BO, onde decorre o julgamento em tendas adaptadas à dimensão do processo, mas ainda não se sabe a partir de que momento será interrogado.

 

Hoje ao final da manhã decorre ainda a audição do antigo diretor-geral dos serviços secretos de Moçambique Gregório Leão, que na última sessão, na terça-feira, se sentiu indisposto, levando à suspensão dos trabalhos.

 

Logo na altura, o juiz pediu que António Carlos do Rosário comparecesse nesta quinta-feira, tendo reafirmado já durante a sessão de hoje a intenção de começar a ouvi-lo.

 

António Carlos do Rosário foi presidente das empresas estatais Proindicus, Ematum e MAM por inerência da sua função de diretor de Inteligência Económica do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE).

 

As firmas eram participadas pelo SISE e o Ministério Público moçambicano considera que as mesmas foram criadas para serem usadas como veículo para a mobilização de dívidas ocultas que alimentaram um gigantesco esquema de corrupção, através do pagamento de subornos a figuras do Estado moçambicano e banqueiros internacionais.

 

O antigo diretor da Inteligência Económica do SISE será o último dos 19 arguidos do processo principal das dívidas ocultas a ser interrogado no julgamento em curso.

 

A justiça moçambicana acusa os 19 arguidos do processo principal das dívidas ocultas de se terem associado em “quadrilha” e delapidado o Estado moçambicano em 2,7 mil milhões de dólares (2,28 mil milhões de euros) - valor apontado pela procuradoria e superior aos 2,2 milhões de dólares até agora conhecidos no caso - angariados junto de bancos internacionais através de garantias prestadas pelo Governo.

 

As dívidas foram contraídas entre 2013 e 2014 junto das filiais britânicas dos bancos de investimentos Credit Suisse e VTB pelas empresas estatais moçambicanas Proindicus, Ematum e MAM.

 

Os empréstimos foram secretamente avalizados pelo Governo da Frelimo, liderado pelo Presidente da República à época, Armando Guebuza, sem o conhecimento do parlamento e do Tribunal Administrativo

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Ele1 - Criar site de notícias