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Geral FOME

ONU reitera pedido de ajuda humanitária a Madagáscar devido a crise alimentar

A situação não está a melhorar de todo

19/11/2021 às 17h09
Por: Horacio mahumane Fonte: NM
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As Nações Unidas pediram hoje mais fundos para poderem ajudar 1,3 milhões de pessoas que vivem no sul da ilha de Madagáscar, a primeira região, segundo a ONU, em que a fome é causada pelo aquecimento global.

 As necessidades financeiras triplicaram, sendo agora necessários cerca de 205 milhões de euros até maio, dos quais apenas 106 milhões de euros foram até agora doados, disse, em Genebra, o porta-voz do Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke.

Laerke disse que "tecnicamente a fome ainda não foi declarada" em Madagáscar porque nem todos os critérios das Nações Unidas foram cumpridos, mas, insistiu que "já há 28.000 pessoas em condições semelhantes às da fome".

 

Inicialmente, a ONU tinha pedido cerca de 67 milhões de euros, mas os fundos adicionais são necessários para fornecer alimentos, água e serviços de saneamento a quase 1,3 milhões de pessoas no sul, onde a pior seca dos últimos 40 anos torna impossível às pessoas cultivarem os seus próprios alimentos.

 

"A situação é crítica e as previsões em termos de precipitação não são boas", declarou o ministro do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Baomiavotse Vahinala Raharinirina, numa entrevista à agência de notícias France-Presse, no início de novembro.

 

"A desertificação, a temperatura de 45°C ao longo do ano, a falta de água, as mulheres que agora caminham 20 km para ir buscar uma lata de água, são realidades", sublinhou o ministro, referindo-se à subnutrição, ao risco de morte, e às doenças causadas pela impossibilidade dos habitantes de beber o suficiente.

 

"Nos últimos dez anos, esta fome tem sido uma ocorrência regular, e nos últimos quatro anos tem vindo a acontecer todos os anos e está a piorar" concluiu o ministro.

 

Estima-se que mais de 500.000 crianças com menos de cinco anos no extremo sul de Madagáscar venham a sofrer de desnutrição aguda até abril de 2022, segundo o Quadro Integrado de Classificação da Segurança Alimentar. Dessas, mais de 110.000 já sofrem de desnutrição aguda severa e precisam de ação urgente.

 

A organização não-governamental brasileira Fraternidade Sem Fronteiras instalou 14 centros nutricionais na região de Androy para alimentar e dar ajuda de emergência a crianças desnutridas.

 

"A situação não está a melhorar de todo", disse Felly Zihal, coordenador do programa do grupo no sul de Madagáscar. "Há casos de crianças que praticamente já não têm carne. Já só têm o esqueleto e a pele

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