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Política Política

PR alerta para ameaças ao ecossistema oceânico

Atividades criminosas, como pirataria e tráfico, representam uma barreira potencial ao uso sustentável dos recursos da economia azul

19/11/2021 às 18h28
Por: Paulo Mahlalele Fonte: CM
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O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, defendeu na quinta-feira um forte compromisso político dos governos africanos com a conservação marinha, alertando para os impactos da insegurança marítima nos ecossistemas oceânicos.

 

“Atividades criminosas, como pirataria e tráfico, representam uma barreira potencial ao uso sustentável dos recursos da economia azul”, disse ele na abertura da 2ª Conferência Internacional 'Crescendo Azul', que acontece entre hoje e Sexta-feira na província de Inhambane, sul de Moçambique.

 

Nyusi disse que a adoção de um quadro jurídico regional é fundamental para a África. Esta estratégia garante mecanismos de proteção da vida marinha e exploração sustentável dos recursos oceânicos numa base regional.

 

“A proteção da humanidade não é apenas uma questão ambiental, mas também política (...). Um forte compromisso político deve nortear essa ação ”, frisou.

 

Dos 54 países que compõem o continente africano, 38 são costeiros, o que coloca o continente como um dos principais atores na proteção dos oceanos.

 

“Verificam-se actos de poluição, perda de biodiversidade, pesca excessiva, alterações climáticas e pressões sobre os mares e oceanos, decorrentes do aumento das populações nas zonas costeiras”, alertou Filipe Nyusi.

 

Disse que a adopção de uma estratégia de controlo da área marítima é fundamental para qualquer estratégia, tendo Moçambique deu um passo importante ao decidir elaborar o Plano de Situação para o Ordenamento do Espaço Marítimo Nacional (POEM).

 

Entre outros aspectos, o mecanismo visa estabelecer o planejamento marítimo e definir as jurisdições, respeitando os princípios de gestão e promovendo a exploração sustentável.

 

A 2ª edição da Conferência Internacional arrancou hoje com mais de 1.500 pessoas em Vilanculos, província de Inhambane, para promover uma economia baseada nos oceanos, debatendo mecanismos de protecção da biodiversidade em Moçambique.

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