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Relatório alerta para queda da transparência de empresas da indústria extrativa no Pais

“O nível de transparência no setor reduziu em 26 pontos de um total de 100” - CIP

27/11/2021 às 08h08
Por: Paulo Mahlalele Fonte: Lusa
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Um relatório da organização não-governamental (ONG) Centro de Integridade Pública alertou para a redução do nível de transparência das empresas que atuam na indústria extrativa em Moçambique, com destaque para a componente ambiental.

 

“O nível de transparência no setor reduziu em 26 pontos de um total de 100”, refere a 2.ª edição do relatório Índice de Transparência do Setor Extrativo (ITSE), apresentado hoje pelo Centro de Integridade Pública (CIP), documento que analisou os níveis de transparência de 22 empresas do setor que atuam no país.

 

A Kenmare Resources, que explora areias pesadas no Norte, foi apontada, uma vez mais, como a empresa mais transparente do setor extrativo em Moçambique, com 79 pontos.

 

“No cômputo geral, contribuiu para esta posição o facto de a Kenmare Resources ser a única empresa da lista com um ‘website’ do projeto em curso em Moçambique, onde é disponibilizada informação significativa do projeto”, refere o relatório.

 

A Vale, empresa que explora carvão no centro do país, ficou no segundo lugar, com 69 pontos, e a Sasol, que explora gás natural no sul, ficou com a terceira posição, com 55 pontos.

 

A ONG nota que os grandes intervenientes dos projetos do gás da bacia do Rovuma, onde se esperam enormes receitas que possam acelerar o desenvolvimento de Moçambique, não constaram das posições cimeiras do índice.

 

“A empresa Total, que na edição anterior ocupou a terceira posição, foi uma das empresas que apresentou uma queda considerável, ocupando nesta edição a nona posição”, refere o relatório do CIP.

 

O ITSE é baseado numa classificação atribuída a empresas moçambicanas e estrangeiras do setor mineiro e petrolífero, que visa, com base em critérios internacionais de análise, avaliar os níveis de transparência no que diz respeito à partilha de informação útil sobre os seus investimentos.

 

A iniciativa, lançada pelo CIP em 2020, avaliou as empresas com base em quatro indicadores: componente fiscal, social, ambiental e governação corporativa.

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