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Geral Internacional

Polícia impede que Tribunal questione ministro acusado de crimes

A sua retirada da prisão foi considerada pelo CPS "um entrave à justiça".

27/11/2021 às 08h33
Por: Paulo Mahlalele Fonte: NM
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Um ministro em funções do governo da República Centro-Africana (RCA), ex-chefe rebelde, detido há uma semana acusado de crimes de guerra e contra a humanidade foi retirado hoje da prisão por polícias, denunciou o Tribunal Penal Especial.

A sua retirada da prisão foi considerada pelo CPS "um entrave à justiça".

 

Com efeito, ele deveria ter sido apresentado hoje a juízes de instrução, mas, durante a manhã, "a unidade encarregada do seu transporte foi impedida de aceder ao local da sua detenção, o que impossibilitou a apresentação do acusado aos juízes de instrução", segundo um comunicado do CPS.

 

"O CPS, depois, soube com muita indignação a saída da prisão do acusado (...) e com consternação que tinha sido levado pela polícia nacional para o seu domicílio", acrescentou-se no texto.

 

"O Tribunal condena firmemente este entrave ao bom funcionamento da justiça" e denuncia "um ato que põe em causa a autoridade do Tribunal e a independência da justiça", reforçou a instituição, que solicitou "o apoio do governo para a execução" das ordens que emite.

 

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, após o derrube do então Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na designada Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas na anti-Balaka.

 

Desde então, o território centro-africano tem sido palco de confrontos comunitários entre estes grupos, que obrigaram quase um quarto dos 4,7 milhões de habitantes da RCA a abandonarem as suas casas.

 

A ONU tem uma missão no país, a MINUSCA, que visa apoiar a comunidade internacional na reforma do setor de segurança do Estado, contribuindo para a segurança e estabilização do país, o apoio na resolução da crise humanitária e ao processo de transição, através do desarmamento, desmobilização e reintegração dos diferentes grupos armados.

 

Portugal contribui para esta missão, cujo segundo comandante é o major-general Paulo Maia Pereira, com 191 militares e 45 meios.

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